HOUVE UM MOMENTO — um ponto de virada histórico — quando a Vida de Família de Jesus passou do poder para o procedimento.
Do Espírito para estrutura.
De Presença para uma entidade política.
Do convívio diário uns com os outros para cultos semanais.
Quando é que o Cristianismo começou a funcionar com geradores de reserva?
Não em só um momento dramático.
Mas devagarzinho:
- A dispersão de Jerusalém sob perseguição e depois a destruição de Jerusalém (70 d.C.)
- A separação do Judaísmo, já que a velha guarda os expulsou, não querendo acreditar que o Messias que esperavam tinha chegado. “O verdadeiro Messias teria derrubado os Romanos, porque é isso que queremos que ele faça. Portanto, Jesus é uma fraude porque Ele não fez o que nós achávamos melhor.”
- Ascensão do proto-clero, o grande chefe, o homem no comando
- Adoção das estruturas governamentais Romanas e tentar atribuir nomes bíblicos para justificá-las
- O apelo da previsibilidade em detrimento do compromisso — coração, alma, mente e força
- E a necessidade política de controlar as multidões
Nos 60 anos registrados no Novo Testamento, “domingo” é mencionado apenas duas vezes. Com certeza NÃO era o dia sagrado especial deles, como o Sábado era para os Judeus. Não é mencionado assim. Porém, foi mencionado literalmente dez vezes em sessenta minutos durante um estudo bíblico recente em que participei. O “domingo sabático” e “frequentar” simplesmente não são o que Jesus trouxe à terra. “Temo ter desperdiçado o meu tempo com vocês, porque vocês estão observando tempos, lugares, dias sagrados e costumes sagrados, que são meras sombras da realidade que está em Cristo.” - Paulo, parafraseado
Quando Constantino declarou o domingo como um dia sagrado, o “Sabá dos Cristãos”, em 321 d.C., a transformação estava quase completa.
A igreja não precisava mais do Espírito Santo para funcionar.
O Sistema podia operar com base em:
- tradição
- cerimônia
- hierarquia
- prédios
- clero remunerado
- ofertas ritualizadas, dízimos e contribuições obrigatórias que desaparecem para sabe-se lá onde
- concertos, livros, indulgências, “ofertas de amor” — a palavra de Deus sendo vendida como Pedro, Paulo, João e Jesus nunca teriam sonhado ou tolerado
- “adoração” perfunctória — apreciada por muitos apenas pelo ritmo ou pela melodia
Foi a tempestade perfeita — uma religião como outras religiões mundiais, mas apenas com um logotipo, um adesivo de para-choque e um Personagem Principal diferentes. E capturada para ser engarrafada e exportada num Sistema que poderia sobreviver inteiramente sem o Deus Vivo. Então nasceu um Deus teo-lógico “estudado” como um novo esporte, uma versão de “método científico” e classificação decimal de Dewey do que Jesus trouxe (mais ou menos), e que seria principalmente desejável para os Ocidentais.
Mas o Ecossistema que Jesus criou?
Não tem como sobreviver sem Ele. E não conseguimos realmente sobreviver ou prosperar na “PLENITUDE da estatura de Cristo” sem o Ecossistema Dele de Vida diária Juntos. Foi isso que Ele disse. Hebreus 3:12-14. Peço que vá e leia!
E é aí que a glória Dele é descoberta e vivida.